Litterae et una vita et idem.

A Literatura e a Vida são unas!

sábado, 8 de dezembro de 2018

texturas diversas


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A literatura é uma arte

A literatura é uma arte e as ciências que a estudam são ciências humanas, Atreitas a todas as qualidades e defeitos do ser humano. Por que digo eu isto? porque não foi sempre assim. Houve um tempo desvairado, no qual linguistas,críticos literários e pessoas dos estudos literários quiseram fazer avaliação de livros munidas de conceitos matemáticos e físicos, na vanguarda, entre outras tinham a búlgara Júlia Kristeva, mas Alan Sokal e Jean Bricmont, ambos cientistas, na sua obra "Imposturas Intelectuais", fizeram desmoronar o muro da mentira e os estudos literários e a crítica literária puderam retomar o seu caminho.

literatura

Fazer Literatura é a difícil arte de conseguir a rutura com o paradigma e promover a rebeldia com o paradigma. Quem não o conseguir, escreve apenas lindas redações de escola.

sábado, 24 de novembro de 2018

motivação

A motivação que me leva a iniciar esta comunidade e a humildemente solicitar a participação e colaboração daquelas e daqueles que possam e o queiram fazer, ainda que as suas convicções se revelem opostas às minhas, é o discutir de toda a problemática inerente ao objeto "livro". E como de livros se faz a literatura, também esclarecer, ou não, o que é literatura.
Para começar, deixo apenas a intenção, desenvolverei mais tarde, irei começar as minhas intervenções por desmascarar essa enorme mentira de que um livro é um objeto indispensável, que faz bem e que toda a gente devia possuir a cada momento um e devia ler continuadamente.
Por hoje fico-me por aqui, na minha próxima intervenção procurarei fundamentar esta minha posição, digamos, "anti-literária".

teses

Para fundar algumas das teses que aqui irei defender socorrerei-me da obra "o cânone ocidental" de Harold Bloom,, talvez o último da estirpe dos grandes críticos líterários.
Como americano, é claro, focalizou as suas atenções mais sobre a literatura em língua inglesa, mas não deixou de passar o seu olhar arguto pelas literaturas de outras línguas.
Feliz ou infelizmente, a literatura atual perdeu duas peças incontornáveis no jogo do seu xadrez: o editor e o crítico. O primeiro, com o seu crivo, mal ou bem, fazia uma primeira escolha entre o que era publicável e aquilo que deveria permanecer na gaveta do seu autor. O segundo, com as suas críticas, justas ou injustas, por vezes demolidoras, guiava o leitor por entre o cada vez mais insondável labirinto editorial.
Eram muitas vezes injustos. Eram. Mas eram os árbitros do jogo que por vezes viciam o resultado, mas incontornáveis para que o jogo se realize.
Sem eles o jogo é democrático, mais, é anárquico, ficou pior para todos, especialmente para a literatura, mas permite a qualquer um a fugaz alegria da borboleta voar na direção da luz da lâmpada e ver os seus escritos tomarem a forma do objeto livro.
Só por essa alegria vale a pena, mas ninguém me convence que a literatura saiu a ganhar, muito menos o leitor que entregue a si próprio ficou com comportamentos compulsivos de barata tonta, perdido na floresta intransponível de livros publicados, acabando por escolher o pimba como tendência e o vip como autor derradeiiro.


propósitos

Conceitos e objetos exemplares de Literatura, interpretações, escritas e leituras: a obra aberta.


se queres ser escritor começa por fazer-te passar por maluco.
os camelos da crítica, medrosos, com receio que lhes vás às fuças, não ignorarão o teu livro, nem ousarão destruí-lo.
os burros dos leitores, acorrerão a comprá-lo, é sempre um prazer ler as maldades que um maluco diz sobre outras pessoas, todos somos regareiros.
os estúpidos dos escritores comprarão o livro porque toda a gente compra e quererão certificar-se se o nome deles consta do rol de iniquidades. ficarão felizes se não constarem ou se fores elogioso, ganharás inimigo por cada palavra verrinosa que escrevas sobre alguém. todos ficarão raivosos.
não te esqueças de recusar honrarias e prebendas, nunca te esqueças que és maluco, terás que passar da representação à realidade.
é a vida.