Litterae et una vita et idem.

A Literatura e a Vida são unas!

sábado, 3 de setembro de 2011

João Paulo Guerra - diz que é uma espécie de democracia

... ou de país.
João Paulo Guerra, um dos resistentes jornalistas de "J", ou seja, daqueles que não usam a profissão como entrega de encomendas e que gostam de investigar fatos e não se inibem de um olhar crítico sobre os acontecimentos que nos rodeiam.
Além de tudo o mais é uma pessoa bem disposta e humorada. Ouvir a sua leitura dos títulos dos jornais, todas as manhãs pelas 8:20, na Antena 1, o que seria um frete para muitos, é na voz de João Paulo Guerra um dos momentos do dia, para quem se dá, ou pode, ao privilégio de o ouvir. E constitui um bom antidepressivo para os maus tempos que vivemos. Termina sempre com um remoque cheio de humor e atingindo o sítio certo, na "mouche". 
Ao ler este conjunto de crónicas, escritas entre outubro de 1999 e dezembro de 2008, ficamos com o olhar e pensamento sobre uma panóplia de acontecimentos ocorridos neste país, alguns tão ridículos improváveis, kafkianos, que provavelmente já esquecemos, mas que a pena do João faz questão em recordar-nos.
Depois, o autor tem um estilo de escrita tão leve e prenhe de humor que o livro se eleva à categoria de antídoto contra qualquer espécie de olvido ou tentativa de cair no ensimesmamento.
E apesar de tudo, de compreendermos como o país e todos nós nos deixámos atolar nesta piscina de merda, por não darmos importância ao rol de pequenas coisas, aqui relembradas, constitui uma autêntica farra a leitura desta obra.

Aqui vos deixo a apresentação do livro disponibilizada pela livraria online "wook":
Jaime Crespo
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João Paulo Guerra entrevistado por Sofia Roque, no Esquerda.net

terça-feira, 26 de julho de 2011

B.D.

The Walking Dead #79

B.D.

The Walking Dead #78

B.D.

The Walking Dead #80

terça-feira, 28 de junho de 2011

Constituição




Esta a nossa Lei fundamental. Essencial. Identitária.
Cada país, o seu povo é, a um nível das mentalidades, de alguma forma moldado de acordo com a Constituição que tem. É a Constituição que lhe confere o ser pertencente a esse povo. É a marca distintiva entre um britânico, um francês, um estado-unidense ou um português.
Deveria ser…
Esta edição que apresento e possuo e quase todos os dias consulto, é repositório de oito, 8, versões desde o 25 de Abril e fala-se já na necessidade de uma nona para que possa contemplar as medidas da troika, numa frase, deixar de ser a Constituição da República Portuguesa, para passar a ser um produto troikado, adulterado, como uma qualquer marca contrafeita e barata de feira.
Assim, não há mentalidade que aguente, não há identidade que resista.
Com séculos de existência, contam-se pelos dedos as revisões, ou emendas, sofridas pelas Constituições britânica, francesa e estado-unidense.
Enfim, mas é nossa, ainda.
É um livro que deveria ser de referência para todos nós, e de reverência também.
A Constituição é um direito, nosso, sabê-la, deve ser um dever, também nosso.
Esta versão, porque traz as oito versões pós 25 de Abril tem por isso uma particularidade e um aliciante extras: a possibilidade de comparar artigo a artigo a sua evolução ou descaracterização, pois com tanta alteração não poderia gerar consensos, o que não é bom nem mau, e assim podemos acompanhar o que para uns tem sido o progresso da nossa Democracia, para outros constitui o declínio da nossa Revolução.
Apesar de tudo, de estar em vias de ser troikada, para não dizer truncada, de tanta vez alterada que não constitui alter-ego de ninguém, não forma por isso mentalidades nem identidades, apesar de tudo, leiam a Constituição! Mantenham-se informados sobre a nossa Lei Fundamental.